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sexta-feira, 28 de abril de 2017

28 DE ABRIL - COMEMORAÇÃO DA TRAVESSIA DO ATLÂNTICO E LEVANTE DE 1931



     Esta data, de 28 de abril, nos traz à memória dois fatos de extrema relevância na história do povo paulista e, também, brasileiro:
     1-A Travessia do Atlântico Sul realizada, em 1927, por João Ribeiro de Barros, herói jahuense e o Tenente João Negrão da Força Pública Paulista (atual Policia Militar).



         
         Comandante João Ribeiro de Barros
Tenente João Negrão

        2- O levante da Força Pública do Estado de S. Paulo (atual Polícia Militar) contra o Interventor Cel. João Alberto Lins de Barros , colocado por Getúlio Vargas, para subjugar o nosso Estado e suas tradições e que, infelizmente, foi delatada e debelada com prisão dos seus principais líderes. Um deles, foi o Capitão (na época) ROMÃO GOMES que é considerado nosso maior soldado na Revolução Constitucionalista de 1932.


Coronel Romão Gomes


         Romão Gomes nasceu na vizinha cidade de São Manoel em 27 de junho de 1895 e morreu em São José dos Campos em 11 de janeiro de 1946.
          Ingressou na Força Pública em 1926 e chegou ao posto de Tenente-Coronel em 1932, época em que saiu da Corporação.
           Pouco antes de estourar a Revolução Constitucionalista formou-se em direito pela Faculdade de Direito do Largo de São Francisco e, após a carreira militar, foi Deputado Estadual e Juiz do Tribunal de Justiça Militar do Estado.
          Transformava recrutas em soldados em tempo recorde e usava, com perfeição, a guerra de guerrilha. Com isso conquistou grandes vitórias em seu setor, sendo um dos poucos que se caracterizaram pelo ataque. Comandou a Região da fronteira mineira que compreendia as cidades de Casa Branca, S. José do Rio Pardo, S. João da Boa Vista, Grama, Prata, Caconde, cidades que sucumbiram na fase inicial na guerra, mas foram retomadas pela força da “Coluna Romão Gomes”, chefiada pelo grande soldado paulista, orgulho da Revolução Constitucionalista.



               Antonio Fernando Reginato, MMDC-Jahu, 2017.
                         (adaptado por Cap PM Perpétuo)



sexta-feira, 29 de abril de 2016

28 DE ABRIL, UM DIA DE MUITAS HISTÓRIAS - TEXTO ENVIADO PELO PRESIDENTE DO NÚCLEO DO MMDC DE JAÚ

    
     O dia de hoje é de muita festa para nossa cidade, pois se comemora mais um aniversário de Travessia do Atlântico Sul feita por João Ribeiro de Barros e sua tripulação do Hidroavião Jahu, realizada em 28 – abr – 1927.

     Mas, há indissolúvel ligação entre essa travessia e a Força Pública (FP) do Estado de São Paulo, atual Polícia Militar.

     Entre os que aqui chegaram vitoriosos dessa proeza internacional, estava o Tenente Aviador João Negrão, membro desta nossa heroica Corporação, que, à época, detinha a soberania dos ares brasileiros.

     Com a exclusão do copiloto Artur Cunha da equipe do Jahu, João Negrão foi enviado para ajudar João Ribeiro de Barros, em Cabo Verde, pelo Comandante Geral da Corporação, Cel Pedro Dias de Campos.

     Na ocasião do Reide Genova-Santo Amaro, João Negrão era apenas Tenente. Durante a Revolução Constitucionalista de 1932, atuou como Capitão.

     Com a patente de Coronel, chefiou a Casa Civil do governo paulista. Glória ao grande soldado da Milícia Paulista, também incluso na história da nossa cidade.

     A OUTRA COMEMORAÇÃO DO DIA DE HOJE, e mais ligada à Revolução Constitucionalista de 1932 é que, quatro anos depois do Reide Genova-Santo Amaro, nesse mesmo dia de 28 de abril de 1931, esta Gloriosa Corporação Estadual se rebelava contra os desmandos que ela e o povo paulista sofriam do governo provisório de Getúlio Vargas.

     Para o seu quase aniquilamento:

1- Foi criado um cargo acima do seu Comandante – o de Inspetor Geral – ocupado inicialmente pelo Gal. Miguel Costa, que depois viria ser Secretário da Segurança quando esse cargo foi criado.

2- Os oficiais de carreira, formados aqui dentro, foram apeados dos seus cargos e substituídos por “alienígenas” de confiança dos mandatários do novo governo.

3-Instituiu-se, dentro da FP, os famosos “grupos de combate”, treinados para serem guarda-costas dos mandatários do Estado.

4-Acabou-se com a aviação da FP, levando os seus aviões para o Rio de Janeiro.

5-Acabou-se com a sua artilharia usada na Revolução dos Farrapos e na Guerra do Paraguai.

     Com tantos desmandos e humilhações, a Corporação rebelou-se com a finalidade de destituir o Gal Miguel Costa e o interventor João Alberto Lins de Barros e, desta forma, exigir, de Getúlio, um paulista de proa para interventor e a volta dos costumes e tradições da Corporação.

     Mas teve também o seu Calabar.

     A revolta já tinha se iniciado quando foi abortada pelo seu próprio comandante, Cel Joviano Brandão, em conluio com o Inspetor Gal. Miguel Costa.

     Os oficiais revoltosos foram presos.

    Dentre eles estavam muitos dos que seriam nossos grandes comandantes na Revolução Constitucionalista do ano seguinte como:

- os Coronéis Júlio de Marcondes Salgado e Benvindo de Mello;
- o Major Teófilo Ramos;
- os Capitães Romão Gomes, Heliodoro da Rocha Marques, Sebastião Amaral, Antonio Pietcher e João Rodrigues Bio;
- os Tenentes Cândido Bravo, Antonio da Silva Dias e João Batista Tavares.

     Só foram anistiados no final de julho, com a posse do novo interventor, Laudo de Camargo.

     Esse episódio, tão importante na história do Brasil é muito pouco lembrando, mas é um marco histórico da corporação que ousou desafiar aqueles que queriam transformá-la, como disse o Cap. Heliodoro na Rocha Marques, “em guarda pretoriana dos dominadores de São Paulo”.

     Se a data dessa revolta pode ser difícil de ser guardada pelas cidades paulista, para Jahu não se corre esse perigo: coincide com a travessia do Atlântico feita pelo nosso herói maior João Ribeiro de Barros, associado a Vasco Cinquini, Newton Braga e João Negrão.

     Para nós jahuenses, essa coincidência é salutar, pois une civis e militares que fizeram a nossa História.

    À Polícia Militar do Estado de São Paulo, o abraço fraternal dos amigos do MMDC.

     Tudo pelo Brasil!



     Jahu, 28 de abril de 2016.


            Antonio Fernando Reginato
    Presidente do Núcleo do MMDC de Jaú